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eu sinto o cheiro, o tato, a vibração do tom, dizeres sobre liberdade e eu me entregarei, me cante sobre o amor, sobre a vida após as flores, sobre a essência, algo por trás do encanto das margaridas entre seus dentes, mastigando pulso, o suave som das sintonias se encontrando, eu sinto de longe, menino. 

os passos incontáveis de quem não anda e saí por aí flutuando como se não tivesse casa, como se não tivesse lugar, como se transbordasse os seres pelo mundo, como se tivesse vontades desvairadas de se espalhar por aí 

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ocaosdoseio:

eu não sei quantos mantras eu já cantei só nos últimos segundos, quanta liberdade não me cabe, quanto mundo poema pulso coração alma mancha meu ser de um fluxo intenso, imenso… quanta vontade me transborda, quanto desejo me devora, quanta ânsia de abraçar e tocar esse universo, como quem chora e flutua num oceano extenso e clamando aos ventos vem, o céu me desbota, o pôr do sol me desmancha, vou me reduzindo a nada e do nada, eu encontro o que é pleno e simples, o que vem de dentro e é puro 

meu ser explode num infinito caótico e bucólico: caio e flutuo. como se aqui dentro entrasse em erupção toda a inspiração, toda a poesia, toda a arte de me ser em caos e paz, de me fazer insana e amena, de tocar o teu abstrato com a língua que luto e faço amor.

tanto amor me consome. tanta vontade de luta meu peito esparrama. tanto sonho em mim se constrói. tantos desejos maiores que meus pés e mãos, tangíveis apenas para a alma, para dentro, para o fluxo. 

e eu fluxo. e eu fluo. 

Added at 9:14pm13 notes

o movimento chegou até as pessoas. mas nem todas as pessoas chegaram a essência do movimento. 

uma frustração que não desanima, mas que é aflitiva justamente para que eu continue acreditando na luta que sempre cravei em mim. uma luta que não visa apenas os meus interesses, uma luta por poemas em praças, pela humanização da vida em pressa lá fora, contra a indiferença, em encontro a sabedoria e construção de um Ser mais evoluído moral e intelectualmente. eu não tenho pressa, o meu passo é calmo como quem sabe que a evolução não se dá da noite pro dia e que inspirar vale muito, como quem toca, como as almas se encontrando a favor dessa mudança, mesmo que ela ainda seja distante, mesmo que os ideais estejam perdidos, mesmo que o mundo esteja desesperado de mais por todas as causas, é hora de me levantar e me ser no mundo a pessoa que sempre quis ser, sim, eu sou sonhadora, sim, eu acredito em coisas que provavelmente fariam muitos  caírem na risada, eu coleciono quadrinhos utópicos desenhados a borda de poesias que fariam qualquer um achar que estou fora de mim, talvez eu esteja, talvez eu esteja tão fora de mim e tão dentro do universo pacífico que desejo viver, que sonho e não calo em mim os desejos que minha alma tem e proclamo aos quatro ventos:

que desejo que cantemos a vida, ao amor e a paz, que eu me importo tanto com essas coisas, que eu quero tanto escrever poemas no caos urbano, que acredito em tudo que acredito não porque acho que posso fazer um mundo assim, mas porque ser assim é a minha única opção de voz, é o meu único pulso, fluindo ao centro, por dentro, para ti: 

A MUDANÇA NÃO É NO MUNDO. A MUDANÇA É EM MIM. 
A REVOLUÇÃO É DO SER, DA MINHA MENTE, DO MUNDO QUE EM MIM GRITA

um choro se constrói, como quem se dá para a vida, para a fé que tenho nos meus sonhos, na minha música, no meu quarto, nos meus livros, na paz que tanto cultivo, no meu universo feito de gente que ama a natureza e se importa de mais para não se atrever a continuar acreditando, mesmo que o mundo seja o mundo, mesmo que queiram mudar a realidade lá fora sem antes se convidarem a evoluírem suas próprias essências.

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ecoo a realidade no peito, e sonho e poema o mundo em mim e abro-me para entrar dentro, para sentir de dentro, para ser por dentro, a minha essência luta, a minha natureza invade, invade a fantasia, o que não é possível, o que não nos é real, transborda as possibilidades de mudança, mesmo que essas sejam baseadas em ideias e mantras por algo mais amável, mais tocável. 

a minha utopia é distante, mas meus olhos não medem, minha alma se esparrama no grito que ama e paz. 

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As coisas não caem do céu

Será que a gente se esquece
Ou nunca chegou a saber
Que esse mundo é nosso
Quando a gente toma posse
Arregaça as mangas
E faz o que tem que fazer

Por que tanta gente reclama
Do que lê de manhã no jornal
E mesmo sem mexer um dedo
Se acha no direito de se achar acima
Muito acima de tudo que é mau

Não, imagina, não devo nada com isso
Alguém, mas não nós, tem que resolver
A gente já fez nossa parte
Xingando essa corja em frente à TV

Por que é que eu me encho de orgulho
Só porque um dia eu postei
Que eu entro pra uma causa nobre pra ajudar os pobres
Qualquer coisa assim
Que eu não li mas eu compartilhei

Por que é que a gente que espanta
Com qualquer preconceito dos outros
Mas no nosso caso é sempre diferente
A gente só quer defender
A cultura, a moral e o bom gosto

Será que esse mundo seria melhor
Se algum de nós pudesse decidir
O que todos devem sonhar todo dia
E qual o caminho pra ser feliz

Será que um dia acredito
De tanto que escuto dizer
Que ser gentil e generoso importa muito pouco
Que eu não sou ninguém
Sem dinheiro, beleza ou poder

Será que ao invés do prazer de viver
De sentir, de provar, sento pra assistir
A vida emprestada das celebridades
Sozinho na sala antes de dormir

Por que é que a gente ainda espera
As coisas não caem do céu
Esquece a esperança e entra na dança
Que as coisas não caem do céu
Esquece a esperança e entra na dança
Que as coisas não caem do céu
As coisas não caem do céu
(Eu sei e você sabe)
As coisas não caem do céu

Por que tanta gente reclama
Do que lê de manhã no jornal?

Leoni

Added at 8:38pm2 notes

as mãos: o meu gesto invade, menino 

o toque é muito maior do que físico. 

a minha natureza é inquieta ao mesmo tempo que mansa, os meus lábios são calmos e amam e dormem e descansam ao devorar, a minha ardência é um pulso do quase eu dentro de você, da quase revolução das suas mãos nos meus olhos, das utopias e sonhos e melancolias do som que vibra sua alma no mundo, sua alma em mim. 

o meu abstrato é poético de mais, a minha madrugada é interna e intensa, plena, como se o céu caísse dentro dos meus seios e fossemos parte de um infinito cósmico e cheio de paixão

 a minha solidão é doce e cabe o mar, cabe você, cabe a arte, cabe as ardências de ser, de não saber o porquê de sermos assim 

e explodir as essências, o toque, o pulso, feito quando a gente sonha e se atreve a desnudar a vida, a desbravar o mundo, a escrever poemas em bocas, a ouvir a voz de quem declama versos de um voo imenso, de um querer maior do que nossos pés, de uma força tamanha qual te atraí até o meu caos. 

é a explosão do nosso abstrato. o ápice da canção. é o delírio, é a vontade, é o que está escrito sobre a sua pele, é o desejo que se guarda e se segue, porque flutua em calma, porque paira em paz 

Added at 10:59pm4 notes

coração calmo, calmo, em paz

sem aflições desnecessárias, eu fluo, eu passo, transbordo meus voos e pulso manso dentro de meu peito ameno, eu trago mil vidas, infinitos seres, todos misturados e libertos aqui dentro, a minha bagunça é um caos e pacífica, os meus olhos são ferozes e a minha alma devora arte, em leveza, ela consome os poemas, os pomares, os céus, o cosmo, o lírico e abstração, ah… 
o abstrato mancha-me de algo doce e eu devoro cada instante do universo à parte que em mim arde 

arde a vida, o poético, as canções, o arrepio, todas as metáforas que cravejam em mim possibilidades… 

Added at 7:24pm9 notes